Como ensinar seus filhos a usar as redes sociais

Quais são as redes sociais mais populares entre os jovens?

Hoje em dia existem diversas redes sociais criadas para facilitar a interação e troca de ideias. Elas são populares com pessoas de todas as idades, desde crianças muito novas até os mais idosos. Entre os mais jovens, algumas redes ganham destaque.

Nós, na posição de pais e educadores, geralmente estamos limitados no nosso conhecimento a respeito de redes sociais. Por isso, é importante saber quais são as mais populares para conseguir orientar e monitorar os pequenos. Algumas das mais utilizadas entre jovens são:

  • Twitter;
  • Facebook;
  • Instagram;
  • Youtube;
  • Tumblr

Perceba que cada uma delas têm um propósito diferente. O Instagram, por exemplo, é focado na postagem de fotos e vídeos. Por ser mais visual, é nele que muitos jovens se expõem de forma inadequada, mostrando fotos pessoais ou humilhantes. O Tumblr, já tem um foco mais textual, que permite a publicação de material criativo e compartilhamento dos escritos de terceiros.

O Youtube também tem ganhado grande popularidade entre os mais novos. Para crianças, os vídeos de unboxing são os mais populares. Para adolescentes, os youtubers, celebridades virtuais, têm maior apelo e podem influenciar muito sua formação de ideias.

Considerando que a infância e adolescência são períodos importantes da formação de um indivíduo, é  essencial que pais orientem e monitorem seus filhos para garantir que estão acessando as redes sociais de forma responsável.

Riscos das redes sociais para seus filhos

As redes sociais são excelentes para comunicação, mas têm seus riscos. Para conseguir proteger seus filhos, conheça os principais deles.

1. Abuso sexual de crianças e adolescentes

De acordo com o delegado Lorenzo Pazoli, em entrevista ao site Es Hoje,20% dos casos de abuso de crianças e adolescentes começam nas redes sociais. Perfis online dão inúmeras informações ao abusador e ainda permitem contato direto com a vítima. Mesmo quando a criança ou adolescente mente a idade, é possível que o abusador identifique sua possível faixa etária através de postagens e fotos.

Criar um perfil numa rede social é extremamente fácil, fazendo com que um abusador nem sempre tenha “cara de abusador”. Ele pode facilmente criar um perfil dentro da faixa etária de suas vítimas para aproximar-se delas. As redes também são ideais para o envio de fotos e vídeos, fazendo com que o jovem possa estar exposto a conteúdos inapropriados.

2. Cyberbullying

Apesar de tantas campanhas para combater o bullying nas escolas, a prática continua firme. Ela é tão comum que as crianças vem inventando novas formas de prejudicar colegas e uma delas é a internet.

A rede permite a propagação rápida de arquivos, documentos, imagens e vídeos. Além de deixar o conteúdo se propagar, ele ainda torna-se muito difícil de apagar, extremamente com o surgimento de grupos do Whatsapp e afins. Assim, os pares de uma criança podem fazer textos, imagens ou vídeos cruéis que prejudiquem o colega e espalhar pela web.

3. Exposição de conteúdos pessoais

Existem duas formas de postar conteúdo no Facebook: privado, só os amigos veem, ou público, todos veem e compartilham. Adolescentes são mais conscientes quanto a postagem e costumam usar o meio privado, mas crianças não. Elas postam fotos e conteúdos pessoas de forma pública, permitindo que qualquer um veja.

O grande problema é a exposição excessiva da vida da criança, que algumas vezes posta suas atividades diárias com frequência. Alguns jovens também usam as redes sociais para expor opiniões de forma agressiva ou com linguagem inadequada. Assim, é possível ofender ou prejudicar colegas através das redes.

Como ensinar seus filhos a usar redes sociais com responsabilidade

O papel dos pais é educar e instruir seus filhos durante a vida e isso inclui com o uso das redes sociais. As próprias redes já impõem algumas limitações para quem é muito novo. O Facebook, por exemplo, tem políticas de privacidade especiais para quem tem entre 13 e 18 anos, permitindo somente que postem em privados. Na teoria, crianças mais novas não poderiam ter conta, mas é normal mentir a idade para isso.

Mesmo os adolescentes na faixa etária permitida pelo Facebook criam contas mentindo estar acima de 18 para ter acesso a mais funcionalidades no perfil. Por isso é essencial monitorar o acesso às redes sociais dos jovens.

A melhor forma de conseguir orientar sem parecer o pai chato que proíbe tudo é através do diálogo. Explicar e mostrar os riscos à segurança de crianças e adolescentes os ajuda a entender por que eles não podem acessar certos tipos de conteúdo.

Também é possível utilizar apps para smartphones e dispositivos móveis que ajudam no controle parental. Eles são configurados para bloquear o acesso do usuário de acordo com a classificação etária. Portanto, impede que criem contas em redes sociais não apropriadas para sua idade ou acessar sites de conteúdo adulto. De qualquer forma, o monitoramento é essencial para garantir a saúde e bem-estar dos pequenos online, mesmo que eles não gostem.

Fim das Férias: Como Ajudar os Filhos a Voltarem à Rotina de Estudos

As crianças se acostumaram a dormir mais tarde, ficar mais tempo brincando e não ter aquela rotina do período de aulas. Uma hora tudo isso ia acabar e para que a volta ao normal aconteça sem maiores dificuldades, algumas ideias podem ser bem úteis.

Adaptação
Para evitar (muitos) resmungos no primeiro dia de aula, ao menos uma semana antes é bom colocar algumas das regras de volta ao cotidiano, como ir mudando o horário de dormir, retirar o tempo excessivo dos aparelhos eletrônicos. Retomar a rotina aos poucos, sempre com uma atitude alegre para que as crianças sintam que será divertido o reinício.

Empatia
Se é ruim para um adulto voltar a trabalhar depois das férias, imagina para uma criança. Ainda mais que o período de recesso é bem maior e os filhos costumam ficar meio perdidos sem rotina. Entender que não é muito fácil para eles ter de voltar à escola, conhecer pessoas novas, deixar de ver amigos do ano passado, conhecer novos professores (será que serão do bem ou do mal?) e que isso tudo pode gerar um estresse muito grande ajuda a não perder a paciência com eles, pois frequentemente nem eles sabem porque estão ansiosos, grudentos e chorões. Lembrar da própria infância e dos desafios enfrentados naquela época e tentar se colocar no lugar do filho ameniza discussões e desentendimentos. Ao perceber que a ansiedade é muito grande, os pais podem conversar calmamente com eles, dizer que já passaram por isso e que sabem como eles estão se sentindo. Incentivar novas aventuras e explicar que a vida é repleta de desafios também é um ótimo incentivo.

Preparação Antecipada
Envolver os filhos na escolha de materiais escolares, permitir que eles organizem suas coisas para o início das aulas antes da volta ajuda a incentivar bons sentimentos de retorno. Uma preparação até causa certa ansiedade, mas é melhor esta do que a de que o prazo está terminando e eles nem têm lápis ainda. Quando controlada e bem orientada, esta preparação trará bons sentimentos de reinício. A preparação pode incluir organização de ambientes e gavetas, mudanças no lar e renovação de roupas ou uniformes.

Organização
Um calendário semanal pode ser elaborado com os horários de entrada e saída da escola e os dias e horários das atividades extracurriculares e colocado em um lugar estratégico, como a porta da geladeira. Assim, a ansiedade dos responsáveis pode ser amenizada, evitando o medo de perder horários e esquecer alguma atividade. Depois de algumas semanas, já é possível lembrar sem precisar consultar o papel. Como mãe de seis essa tática sempre foi muito útil, pois nem sempre todos estudavam no mesmo período ou horário e as atividades eram distintas entre si.

Regras
Com certeza elas serão mais rígidas do que as do período de férias. As regras de antes do recesso podem voltar a valer como as tarefas domésticas e horários de brincar e estudar. Algumas podem evoluir, dependendo da idade da criança e dos seus compromissos. Para amenizar ansiedades e preocupações, um painel pode ser feito pela criança ou por seus pais para iniciar a volta à rotina. Com isso ficará mais fácil se adaptar e evitar estresses. Um calendário semanal individual facilita a visualização e o lembrete das obrigações, horários de estudo, tarefas domésticas e tempo livre. Logo as crianças estarão adaptadas e nem precisarão olhar mais para o planejamento.

Com paciência e sabedoria é possível retornar à rotina sem maiores problemas e ainda ajudando os filhos a crescerem positivamente com seus próprios desafios. O apoio oferecido nestes momentos difíceis será para eles uma grande demonstração de amor.

Seu Filho não sai da Internet? Saiba como Lidar

Há sempre vários questionamentos sobre isso: é perigoso? Devo me preocupar? Qual o limite? Como fazer meu filho se envolver com atividades fora da internet? Para lhe ajudar nisso, separamos algumas dicas e informações sobre esse assunto delicado, mas muito necessário em nossos tempos.

Uso excessivo do computador ou smartphone: quando devo me preocupar? 

As crianças e adolescentes da atualidade já nasceram na época digital. Computadores se tornaram cada vez mais acessíveis, e com o avanço dos smartphones, acessar a internet ficou muito mais fácil. A rede mundial de computadores oferece entretenimento e conhecimento, mas também há seus pontos negativos, inclusive o uso em excesso.

Quando se preocupar com a quantidade de tempo que seu filho fica na internet? Tudo depende do que você observa no comportamento dele. Quais são os dias e horários que ele usa a internet? Atrapalha a socialização e atividades escolares? A partir das respostas, você saberá se é o momento de impor limites.

Quais os impactos do uso excessivo da internet?

Ficar na internet em excesso, deixando de fazer outras atividades, pode causar danos à saúde, como problemas de visão e LER (lesão por esforços repetitivos). Quanto à saúde mental, quando a criança fica o tempo todo na frente do computador ou smartphone, não está interagindo, prejudicando a sociabilidade e desenvolvimento.

Além disso, na internet existe todo tipo de conteúdo. Caso fiquem conectados por muito tempo sem supervisão, as crianças e adolescentes podem ser expostos à imagens e vídeos que não estão de acordo com a classificação indicativa, como cenas de violência ou sexo.

O que fazer para meu filho sair da internet?

Se seu filho está usando a internet em excesso, é necessário impor limites e inseri-lo em outras atividades. Desconectar uma criança ou adolescente pode ser uma tarefa difícil, as não impossível, basta cumprir algumas dicas.

-Saiba dialogar
O diálogo é essencial para negociar com o seu filho. Tente estabelecer um acordo e, se estiver muito difícil, ofereça alguma recompensa, pelo menos na fase de transição.

-Proponha atividades interessantes
Identifique os interesses do seu filho e incentive-os. O que ele mais gosta de ver na internet? Que tal convidá-lo para um evento ou curso sobre o tema?

Programas e viagens em família também são ótimas opções para relaxar e compartilhar bons momentos juntos. Escolha roteiros pensando em toda a família e não só em si mesmo, para que a viagem não se torne entediante. Uma dica é optar por destinos que tenham diversas atividades ao ar livre.

-Dê o exemplo
O exemplo é primordial. Não adianta querer que o seu filho não abuse da internet, quando você faz isso. Desconecte-se um pouco, esteja mais presente, pois você será o espelho dele.

Por meio da supervisão e controle, os pais conquistam a tranquilidade de saber que o filho faz uso consciente e moderado da internet, sem que isso interfira de forma negativa na vida dele. A rede mundial de computadores oferece bastante conhecimento e entretenimento para quem sabe aproveitá-la.

O que você achou das dicas? Já aplica alguma delas em casa? Conte a sua história nos comentários. 

Hábitos que os Pais Podem Adotar para Contribuir com a Educação dos Filhos

Você sabia que os pais podem influenciar na educação dos filhos, seja de forma positiva ou negativa? Diversos especialistas vêm alertando para a importância da presença dos pais para a aprendizagem das crianças e adolescentes. Um estudo produzido por Keith Robinson, da Universidade do Texas, mostrou que alunos com pais presentes têm melhor desempenho na escola e posteriormente na universidade.

Apesar desses dados, é comum os pais se afastarem da educação dos filhos. Com a correria da rotina, muitas vezes é mais fácil chegar  em e ficar mexendo no celular do que se envolver com tarefas de casa. Pensando nisso, selecionamos algumas dicas para lhe ajudar a participar da educação dos seu filho e exercer uma influência positiva na aprendizagem deles.

O diálogo é o primeiro passo na educação dos filhos

Mostre aos seu filhos que você se importa. Todos os dias, tire alguns minutos para conversar e deixe que eles falem sobre qualquer assunto no qual estejam interessados. Imponha limites, mas mostre que você é parceiro e esteja aberto ao diálogo. Ser amigo vai ajudar a construir uma relação de confiança.

Sempre que tiver uma brecha, pergunte sobre como está indo a escola, o que ele está aprendendo e quais experiências está vivendo. Para que essa aproximação se torne mais sólida, se possível, faça pelo menos uma refeição por dia em casa, na mesa, com todos reunidos.

Escola e família devem estar integrados

Para que a escola cumpra seu papel, a família também precisa ter compromisso com a educação. Esteja integrado com a vida escolar dos seus filhos: participe das reuniões de pais e mestres, mantenha contato com professores e coordenadores e marque presença nas atividades escolares. Além disso, ensine a importância de respeitar os professores e demais funcionários da instituição.

Incentivo leva ao progresso

É importante identificar as potencialidades dos seus filhos e incentivá-las, mesmo que elas não sejam nada do que você esperava para eles. É comum os pais desejarem que os filhos sejam sua projeção, mas nem sempre as crianças vão se identificar com aquilo que a família impõe.

Forçar os filhos a permanecerem em uma atividade só porque você acha que é o melhor, pode gerar frustração e podar vocações. Mostre que está ali para o que der e vier e ofereça incentivo, mesmo que as preferências deles mudem no decorrer do tempo. Isso vai estimular o autoconhecimento e desenvolver talentos.

O exemplo arrasta

A palavra convence, mas o exemplo arrasta. Pouco adianta aconselhar e estar presente na vida dos seu filhos se você não dá o exemplo. Como vai ensiná-los a respeitar os outros, se tem atitudes desrespeitosas na presença deles? Como quer incentivá-los a ler, se nunca tira um tempo para lerem juntos ou se eles não lhe vêem nem folheando um jornal? Procure dar exemplo mesmo que seja nas pequenas atitudes e grandes frutos virão.

Mantendo esses hábitos, os pais estimulam a educação dos filhos. O diálogo, presença e incentivo garantem grandes resultados na aprendizagem das crianças e adolescentes.

Você gostou das dicas? Já aplica algum desses hábitos em casa? Para ficar por dentro de mais conteúdos relacionados à educação de crianças e adolescentes, continue acompanhando o nosso blog.